Jornacitec Botucatu, V JORNACITEC

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QUIMIOEMBOLIZAÇÃO PARA A RADIOLOGIA: UMA REVISÃO
Carolina Fernanda Bonomi Bento, Ariane Lima Araujo, Rafael Correa Mota, Luma Prado da Silva, Marjorie do Val Letsugu

Última alteração: 2016-09-21

Resumo


O hepatocarcinoma decorre comumente da presença de cirrose, sendo um agravamento de doença crônica do fígado. Em países ocidentais tem ocorrido um aumento do numero de casos de hepatocarcinoma por conta da alta incidência de hepatite B e C, com milhares de morte decorrentes do tumor. As pessoas mais acometidas por este tipo de câncer são homens entre 40 e 70 anos com fígado cirrótico. O diagnostico normalmente é feito em fase avançada da doença e restando poucas opções de tratamento, sendo o transplante de fígado a melhor opção, porém devido à demora na fila do transplante em virtude da baixa doação do órgão e a rápida evolução da doença com o tempo de sobrevida de quatro a oito meses após o diagnóstico, o paciente poderá vir a óbito antes do tratamento. O objetivo deste trabalho é descrever a quimioembolização hepática e demonstrar a sua importância na terapia do hepatocarcinoma. Foram revisados artigos científicos em sites de busca acadêmicos durante 1º semestre de 2016 e discutidos em um grupo de 5 alunos em sala de aula na disciplina de hemodinâmica da Faculdade de tecnologia de Botucatu. A quimioembolização é realizada dentro do setor de radiologia vascular intervencionista nos hospitais, desconhecido por muitos profissionais da radiologia que podem atuar operando o fluoroscópio. É um tratamento executado através da arteriografia; para que possa ser realizada utiliza-se um cateter via punção da artéria femoral direita ou esquerda, por meio da técnica de Seldinger e para que haja melhor visualização dos vasos é injetado o contraste iodado. Após a localização da artéria responsável pela nutrição do hepatocarcinoma serão injetados os agentes quimioterápicos, como por exemplo, a mitomicina C (quimioterápico) e o lipidol (embolizante). Essa solução tem por finalidade promover microinfartos que são associados à ação prolongada dos quimioterápicos e também causando a redução do fluxo sanguíneo com a utilização dos êmbolos, fazendo com que a artéria cesse a nutrição do tumor, regredindo seu tamanho e prolongando a expectativa de vida do paciente para que o mesmo possa estar em condições necessárias durante o tempo na fila de espera por um transplante. A quimioembolização permite manter o paciente em condições necessárias para o transplante e atrasar a evolução da doença. Conclui-se que o procedimento de quimioembolização é um tratamento intervencionista indispensável no hepatocarcinoma nos hospitais, sendo também uma área de trabalho pouco conhecida e de grande importância para atuação dos tecnólogos em radiologia

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