Jornacitec Botucatu, V JORNACITEC

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CONSTRUÇÃO DE UM GERADOR DE ENERGIA LIMPA COM SUCATA DE VENTILADOR
Marcelo Simão, José Benedito Leandro, Valéria Cristina Rodrigues Sarnighausen, Alexandre Dal Pai

Última alteração: 2016-09-22

Resumo


Na sociedade globalizada ocorre o elevado consumo de aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos mais modernos, o que gera aumento da demanda por energia. Os aparelhos antigos ou defeituosos são descartados em locais nem sempre corretos (SILVA; MARTINS; OLIVEIRA). Em países periféricos os pobres reaproveitam o lixo eletrônico, reciclam diversos aparelhos, mesmo contaminados. Também retiram peças e todo tipo de material que tem valor econômico. O que não é reciclável acaba sendo jogado como lixo comum e destina-se aos aterros municipais contaminando o meio ambiente (NATUME; SANT”ANNA, 2011). De outro lado,  a eletricidade se tornou a principal fonte de luz e calor para o atendimento das necessidades humanas. As fábricas, indústrias, residências, supermercados, shopping Centers, e uma infinidade de outras instalações precisam dela. A eletricidade chega ao consumidor urbano e rural através de sistemas elétricos complexos, compostos de quatro etapas: geração, transmissão, distribuição e consumo (MATIAS, 2013). A matriz energética brasileira predominante é a hidroelétrica. A produção eólica é muito pouco explorada no Brasil, mesmo com diversas regiões com falta de energia. A energia eólica pode ser uma solução, para algumas regiões, o que requer pesquisa e organização das comunidades. A construção do protótipo de gerador de energia usando sucata de ventilador pode ser uma solução barata e acessível à usuários domésticos, produtores rurais e à negócios diversos. Para o experimento foi utilizado um ventilador de 110 volts e 40 watts não queimado, mas com sistema de rolamento travado. Foi preciso a retirada do miolo que é o rotor, item que fica preso ao eixo.  Utilizou-se ainda os seguintes materiais para construção: um imã de alto-falante cortado em quatro partes; uma fita isolante; um pedaço de cano de PVC 16 mm ou  ½´´polegada; um durepox; uma cola super bonder. A confecção envolveu o corte do pvc no tamanho do rotor de 2 cm, corte do imã do alto falante 2 cm, em quanto pedaços iguais. Aplicação de massa durepox mais o pedaço de PVC no eixo, tornando o PVC o isolante; colou-se o imã ao PVC com cola super bonder; enrolou-se a fita isolante nos imãs, sem cortes na fiação original. No ventilador a energia percorre o seguinte trajeto: nos motores é utilizado a eletricidade para criar campos magnéticos, que se opõem entre sí, de modo que movam uma parte giratória chamada Rotor. No Rotor se encontra a bobina que tem o campo magnético oposto ao da parte estática do motor. O campo magnético desta parte gera imãs permanentes e a ação repelente destes pólos opostos é o que faz com o que o rotor comece a girar. Após as alterações realizadas no ventilador, ao ocorrer o giro do eixo há a produção de um campo eletromagnético e a energia é liberada através da fiação convencional. Esta energia pode ser utilizada para fins diversos. A facilidade de localização de equipamentos como este, bem como dos procedimentos de alteração descritos, tornam o protótipo viável e acessível. Na continuidade do experimento serão realizados testes de voltagem da energia produzida, utilização do túnel de vento em laboratório na Fatec de Botucatu, bem como medição da resistência do aparelho.

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