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USO DA PET/CT COM 18F-FDG NA MEDICINA VETERINÁRIA – REVISÃO DE LITERATURA
Maria Cristina Reis Castiglioni, Jeana Pereira da Silva, Jéssica Leite Fogaça, Michel de Campos Vettorato, Vânia Maria de Vasconcelos Machado

Última alteração: 2016-10-07

Resumo


A tomografia por emissão de pósitrons associada a tomografia computadorizada (PET/CT) é um dos principais exames de medicina nuclear dentro da medicina humana, chegando até a ser considerado por diversos autores como o melhor exame de imagem funcional utilizado dentro da área da oncologia. Em vista disso, este resumo tem o objetivo de expor de maneira simplificada o exame  PET/CT com 18F-fluordeoxiglicose (18F-FDG) dentro da medicina veterinária. A apreciação deste exame dentro da medicina humana tem origem no fato que permite a obtenção de imagens de alta resolução espacial e alto grau de caracterização metabólica e bioquímica do organismo inteiro em um curto período de tempo, especialmente quando usado com o radiofármaco 18F-FDG (ALAVI et al., 2004; KIM et al., 2013; LEBLANC; DANIEL, 2007). Graças a conexão com um análogo de glicose, este radioisótopo permite a detecção de doenças e desordens metabolicamente ativas antes mesmo que apresentem alterações estruturais significativas, tornando mais sensível a detecção e caracterização de processos tumorais e metastáticos (ALAVI et al., 2004; LAWRENCE et al., 2013; LEBLANC; DANIEL,2007). Com essa rica fonte de informações, o estadiamento tumoral torna-se mais fidedigno, auxiliando na escolha do manejo terapêutico adequado, além de possibilitar um controle mais sensível durante e após o tratamento (ALAVI et al., 2004; LEBLANC; DANIEL, 2007; BUCK et al., 2014). Estudos realizados dentro da medicina veterinária demonstram um potencial de uso semelhante ao obtido na medicina humana, uma vez que cães e gatos apresentam uma captação fisiológica de 18F-FDG bastante semelhante com a de humanos, permitindo a obtenção de resultados semelhantes na detecção e avaliação dos processos tumorais em pequenos animais (LEBLANC et al., 2008; LEBLANC et al., 2009). Embora possua grande potencial diagnóstico e capacidade de revolucionar o campo da oncologia veterinária do mesmo modo que revolucionou na medicina humana, esse exame quase não é realizado nos animais domésticos devido a pouca quantidade de centros veterinários capacitados, que se encontram unicamente no exterior, em universidades nos Estados Unidos da América, Europa e Ásia.


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