Jornacitec Botucatu, XI JORNACITEC - Jornada Científica e Tecnológica

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A IMPORTÂNCIA PARA O AGRONEGÓCIO NA AVALIAÇÃO DA ANTICORPOS VACINAIS EM BEZERRAS BUBALINAS NO DIAGNÓSTICO DA BRUCELOSE BUBALINA
Iago Vinicius Burgarelli, Geraldo de Nardi Junior

Última alteração: 2022-08-22

Resumo


A brucelose em bubalinos e bovinos é reconhecida como doença infecto-contagiosa causada pela Brucella abortus (B. abortus), caracterizada por manifestações clínicas da esfera reprodutiva e severos prejuízos aos produtores. As investigações sorológicas voltadas à brucelose bubalina no Brasil praticamente estão restritas à comparação de animais reagentes frente às diferentes técnicas diagnósticas. Com efeito, são escassos os estudos no país conduzidos no acompanhamento sorológico de bezerras bubalinas vacinadas, conforme as recomendações do PNCEBT, particularmente no que tange ao uso das provas confirmatórias do 2-mercaptoetanol e fixação de complemento. O presente estudo avaliou o perfil sorológico anti-Brucella abortus em bezerras bubalinas, vacinadas entre 3 a 8 meses com a B19, utilizando o teste do antígeno acidificado tamponado recomendado pelo PNCEBT, com vistas a contribuir para o diagnóstico e controle da brucelose em bubalinos no Brasil. Na prova do AAT, aos 15 dias pós-vacinais, 20 (95,2%) das 21 fêmeas bubalinas vacinados entre 3 a 8 meses com a vacina B19 apresentaram-se reagentes. Nesta prova um (4,8%) animal mostrou-se reagente somente no 60o dia pós-vacinal. Entre o 60o e 120o dias pós-vacinais todos os animais foram reagentes. Aos 150 dias de acompanhamento, dois (9,5%) animais não se apresentaram reagentes. Entre o 180o e 240o dias pós-vacinais foi observado declínio acentuado do número de animais reagentes. No 270o dia pós-vacinal, somente um (4,8%) animal mostrou-se reagente e, aos 300 dias de acompanhamento, nenhum animal foi encontrado reagente na prova de AAT, permanecendo não reagentes até os 720 dias de acompanhamento. Cabe aos profissionais do agronegócio a correta informação aos proprietários e criadores para que animais vacinados não sejam considerados reagentes quando testados fora do tempo preconizado.


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