Última alteração: 2022-09-22
Resumo
O câncer é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, ocupando um dos quatro primeiros lugares no ranking de causas de morte antes dos 70 anos de idade na maioria dos países. As estimativas para o triênio de 2020-2022 indicam 625 mil casos novos de câncer, sendo o de mama a segunda maior incidência, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A mamografia é considerada a forma mais eficiente de diagnosticar alterações na glândula mamária, principalmente em casos em que o câncer ainda se encontra na fase pré-clínica. Este trabalho de revisão teve como objetivo demonstrar a importância do exame mamográfico como ferramenta de diagnóstico para a detecção precoce do câncer de mama (CM) e sua contribuição para a redução da mortalidade da doença. Exames mamográficos de rotina em mulheres assintomáticas podem detectar tumores não palpáveis clinicamente. A detecção precoce do CM permite que sejam utilizadas opções terapêuticas menos agressivas, como tumorectomia seguida de radioterapia, em contraste com a mastectomia, e a diminuição da necessidade de quimioterapia sistêmica. O rastreamento mamográfico anual é a chave da sobrevivência ao CM, porque as lesões da mama podem ser detectadas antes que se tornem sintomáticas ou causem metástases. As mamografias podem detectar uma lesão tão pequena quanto 2,0 mm, que pode levar de 2 a 4 anos para se tornar palpável. Quando um nódulo maligno atinge o tamanho de 2 cm, terá grandes chances de ter metástases. Infelizmente, o tempo médio de sobrevivência de uma paciente com metástases de CA é de apenas 2 anos. Mas, graças ao rastreamento mamográfico, o CM é o tumor maligno com o maior número de pacientes recuperadas (cerca de 8 milhões nos últimos 5 anos) entre todos os tipos de câncer.